terça-feira, 27 de novembro de 2012

É Tempo! - Texto publicado na antologia Vozes



É tempo de tirar a pedra do sapato,
De se ater menos ao fato
De viver sob recato.
É tempo de escancarar as janelas,
De apagar as velas
Do luto pelas dores velhas.
É tempo de regar a semente
Daquela criança imprudente
Que dentro de nós existe, latente.
É tempo de clamar por liberdade,
Libertar-se de toda vaidade,
Viver com mais verdade.
É tempo de resgatar a pureza,
Enxergar a verdadeira beleza,
Caminhar com mais certeza.
É tempo de despojar-se do passado,
Não deixar o presente de lado,
Não viver um futuro ainda velado.
É tempo de inebriar-se com as flores,
Esquecer-se dos falsos amores,
Dar à vida novas cores.
É tempo de andar sobre a grama,
Sem o peso da rotina insana,
Que sobre as nossas cabeças, plana.
É tempo de ouvir com carinho,
O gorjear do passarinho
Que acabara de sair do ninho.
É tempo de revolver,
Correr,
Renascer.

É tempo
Porque ainda há tempo
De verdadeiramente
VIVER!